Não eu não me canso e não me cansarei jamais em defender meu bairro, minha vizinhança, meus bares. Sou da zona sul do bairro do Grajáu, esse bairro que milhares de pessoas ouvem falar nos noticiários na televisão. Lugar de violência, lugar de drogados, e tudo mais. Confesso que aqui do outro lado da ponte tem seus problemas sociais como em qualquer quanto deste meu país. Digo isso tudo para voltar ao tema atual, tema que se escuta em qualquer quanto: a copa do mundo. Sim como os milhares de torcedores espalhados pelo Brasil e o mundo - torço pela camisa amarela, mas não torço por esses babacas evangélicos que às vestem. Me recordo como se fosse ontem, no meu tempo de menino, que corria pelos campos muitas vezes improvisado para se jogar a famosa pelada com os amigos. Me lembro da alegria que era - correr atrás da bola, cair, levantar, apostar uma caixa de tubaína. Me lembro da palha de aço na antena da televisão para melhorar a imagem da mesma. Quantas recordações me passam na mente, que vivi aqui neste bairro. Bairro que por sinal me viu nascer, crescer, e bem provável que me verá morrer. Portanto torcerei pelos os deuses que vestiram a tão surrado camisa canarinho: Garrincha, Zico, Lêonidas da Silva, Didi, Vavá, Tostão, Revelino, Socrátes, espero que eles abençoe a tão gloriosa camisa verde e amarela.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
AO LONGE
Te acompanho de longe, não estando presente é fácil imaginar teu pranto. Pranto este que escorre pelas paredes do teu ser, que invade teu apartamento, corre as ruas do oeste e tu se pergunta: Coração por que choras? Choras a dor do abandono da vida, chora pelo lamentos e desilusões da vida - tu que vive a mercê da poesia, da dor e do amor. Consolaste nos meus versos errantes, versos que tu abandonaste de uma hora pra outra, tu que foi minha companheira distante. Te pergunto por que tudo na vida tem um fim? Fim que não concordo porque te imagino nas minhas esquinas, tu partiu és verdade, mas e dai, se tenho você a todo instante aqui do lado esquerdo do meu peito tão fastigado. Me perdi é verdade, se perder tem horas que é difícil se achar, me perdi nas tuas sombras, me perdi querendo te encontrar, e agora o que posso desejar somente teu perdão.
domingo, 6 de junho de 2010
Embriago-me,
despedaço,
logo faço.
Noite, dia, madrugada,
luar, clarear.
Tanto faz.
Apenas me embriago,
na esperança de encontrar-te
num trago.
Alento, assombro,
sonho, poesia,
perco-me.
Esperança nasce,
brota entre os cigarros acessos,
rio de ti, logo me faço.
Logo tudo passa,
e la vem,
me perdendo no sorriso de
uma outra mulher qualquer.
Quando encostar minha face,
na face dela,
logo vem teu nome novamente.
Perturba meu ser,
creio, na ilusão,
o tempo apaga.
Minha retina embaralhada,
logo se perde,
logo encontra,
uma outra paz qualquer.
Seja em você, seja nela,
seja em mim, o que
importa é apenas viver.
despedaço,
logo faço.
Noite, dia, madrugada,
luar, clarear.
Tanto faz.
Apenas me embriago,
na esperança de encontrar-te
num trago.
Alento, assombro,
sonho, poesia,
perco-me.
Esperança nasce,
brota entre os cigarros acessos,
rio de ti, logo me faço.
Logo tudo passa,
e la vem,
me perdendo no sorriso de
uma outra mulher qualquer.
Quando encostar minha face,
na face dela,
logo vem teu nome novamente.
Perturba meu ser,
creio, na ilusão,
o tempo apaga.
Minha retina embaralhada,
logo se perde,
logo encontra,
uma outra paz qualquer.
Seja em você, seja nela,
seja em mim, o que
importa é apenas viver.
Partiste no romper da paixão, prenunciando a morte prematura do amor. Partiste naquela manha fria de junho, deixando apenas um silêncio de adeus e a cama desarrumada. Garrafas de vinho anuncia o vazio, guimbas de cigarro espalhadas no cinzeiro assim como amores espalhados e apagados dentro do peito meu. Apenas tu partiste e este teu partir, que partiu ao meio meu ser, deixando de um lado o que foi e o que poderia ter sido. Partiste feito o dia quanto a noite se aproxima. Partiste levando tuas fraquezas, partiste levando teu cheiro, partiste levando tua melodia, partiste levando teu olhar, partiste apenas partiste deixando este ser aqui, sem uma manha de sol, naquele dia que anuncia a minha frente.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Quando entrei na tua vida, sem querer, posso dizer, sem querer. Dei minha alma para ti, regamos um ao outro com a luz que tantas vezes tentamos apagar. Nos iluminamos madrugada a fora- tantas vezes embriagado lhe criei versos para você nunca mais chorar. Fiz ou pelo o menos tentei tirar pedras do teu caminho, errei, não consegui. O tempo esse eterno companheiro de todos, esse eterno velhinho que nos acompanhará pela vida fora. A minha menina, quanto tentei lhe fazer feliz, o quanto sonhei lhe fazer um tanto mais mulher, beijar teu corpo nu coberto de pintas naquela noite escura. Quanto sonhei, talvez aquele sonho de menino, sonhar em lhe fazer um ser mais feliz. Hoje apenas o que nos resta foi a despedida, nos despedimos um ao outro sem se dar conta, apagamos dentro de nossos peitos a chama da paixão, o samba apagou, as rimas se perderão, o que nos resta é o palco, é o teatro da vida, é a poesia errante, é se perder, é se achar, é encontrar, sonhar até um novo amor nascer, é rimar, é batucar, é pedir para os deuses que este sentimento chamado amor não se apague do peito, mesmo tantas vezes doendo um tanto, chorando um pouco, nos leve a frente, nos conduza ao horizonte, ao despertar na manha fria de junho - querendo apenas não sentir os devaneios, querendo buscar no vinho teu sorriso menina, que você não percebe ou talvez não acredita mas é meu alento nessa madrugada que chega.
sábado, 29 de maio de 2010
Ando numa correria frenética, sem tempo para quase nada. Nem tempo de beber minha bebida no meu buteco do peito, tenho. Fato que me entristece um tanto. Ontem lendo um blogue de um grande amigo, vi uma frase que me deixou um tanto feliz, leia: - Em cada coração bate um buteco, em cada buteco batem vários corações. Nunca confesso li algo tão bonito como essa frase. Na hora me veio na mente e nos olhos as várias lembranças do buteco do peito. Hoje a moda é frequentar butecos, comer torresmo, ovo colorido, tomar cachaça, o buteco virou lugar cult. Sempre mantive na minha mente, que buteco que se preze não precisa de nada, não precisa ser um lugar bonito, não precisa ter televisão de plasma, não precisa. Tenho visto por aqui pessoas super descoladas, se orgulhando de beber em bares vagabundos, de dizer não tenho preconceito com os bares vagabundos. Sempre meto o pé, mergulho de cabeça na briga para defender estes bares. Pois buteco que se preze não precisa ser freqüentado por babacas, por patricinhas, que pedem um vodka com suco, não precisam. Pois buteco é lugar simples, lugar de gente humilde, lugar do povo, aqueles que não sentem os sentimentos dos cachaceiros, não é digo de pisar por ali. Buteco não precisa disso, não é preciso se arrumar colocar a melhor roupa para ir ao um buteco, não é preciso estar bem com o corpo, é preciso sim ostentar a velha barriga, a velha barba, o velho habito de papear, escutar, ver. Lendo a frase acima, pude perceber e crer que cada vez mais, os bares resistem a boniteza, a moda, a tecnologia. Pois buteco é o povo surrado, basta uma geladeira, um balcão, um senhor de aventar engordurado pronto esta feito o buteco. Pois tenho aqui o buteco do peito, e neste peito amargurado bate o sofrimento do meu povo, bate o sofrimento deste país, bate nele o verso daquele poeta, bate a macumba, bate a rima e a prosa, bate a felicidade de ver que na vida não é preciso muito para se viver, pois buteco cada vez mais me socorre de meus tormentos, injeta em minhas veias o alento necessário para se acreditar, pois buteco é alegria mesmo na tristeza, é estar triste alegre, é estar ao lado do povo guerreiro, é dar um abraço, é escutar os tormentos alheios. Pois sendo assim se tornaremos um povo melhor, uma pátria.
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