quinta-feira, 14 de outubro de 2010

JOÃO -

Perante a morte, o que resta é o silêncio de adeus...

Há poucas horas atrás recebi um e-mail avisando da morte do João. Confesso que não acreditei, como não acredito até agora. João era um sujeito do bem, trabalhador, pessoa boa, como não temos mais hoje em dia. Trabalhamos juntos na antiga empresa que trabalhei. Tinhamos em comum o gosto pela música e pelos bares mais vagabundos. Me lembro de nossas conversas sentados na cozinha, fumando um cigarro depois do almoço falando da vida, de música, de bares e mulheres. Fazia tempo que nãos nos falavamos, devido a correria do dia-a-dia, nos esquecemos. Me perdoe meu caro, pela distância, o mundo ficará um tanto sem graça. Valeu pelas dicas, pelos papos, pela companhia, vai na fé meu caro amigo.

PS: João morreu na noite de sexta-feira aos 51 anos de idade vitima de enfarte depois de uma bebeira num buteco imundo o qual ele tanto amava. 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

CANSAÇO

O cansaço no qual me entreguei. Ele que roubou minhas forças, minhas esperanças, minhas crenças. Posso me considerar um fraco, por desistido tão precoce da luta – por não passar por cima e continuar a levar a vida, como se nada tivesse acontecido ou acontecendo. Esse mundo de bostas no qual vivemos, uns lutando para viver, outras tirando vidas. Cansei. Minha poesia chula, que tanto me motivava a seguir em frente, botando esperança no mundo, tirando pessoas no fundo do poço hoje tudo é idiotice. O calar se fez presente, o tanto faz, pra mim virou fundamental. As juras e promessas de amor se perderam no espaço. Cansei. Cansei um tanto do mundo e de mim, é preciso me reinventar, mas não encontro forças. O mundo me parece um tanto injusto, um tanto enjoativo. Me trancarei num buraco, abrirei a minha cerveja, tirarei da gaveta meu maço de cigarros de palha, e esperarei a eternidade passar, o meu sofrimento passar, e espero enfim voltar com o sorriso no semblante, trazendo novamente o amor e a esperança para este mundo, renovando as crenças no amor e na vida.

sábado, 9 de outubro de 2010

EMBRIAGARIA

Embriagaria-te a vida inteira se possível fosse.


Te cantaria, as dores, os amores, pintaria teu céu pela manha,

Apagaria tuas dores, secaria teu choro, se possível fosse.



Se possível fosse, apagaria essa saudade, encurtaria a distância,

Entre eu e você.

Se possível fosse esqueceria você,

Embriagaria outras tantas mulheres,

Mas o teu perfume, tua pele, tua alma que fascina-me.



Se possível Talita, não me esqueça, ou talvez, me esqueça me lembrando.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ALDIR BLANC - VOTA DILMA



Tenho para mim Aldir Blanc um mestre maior. Não comentarei minha devoção sobre ele parecerá tolo, aqueles que o conhecem sabe que o cara é.  Não me surpreendeu que seu voto fosse para a nossa querida Dilma. Depois de me chatear no primeiro turno, acredito que Dilma vencerá no segundo turno, voltei nela, sem titubear, tinha certeza que não tinha errado o voto. Valeu, Aldir! Bora, Dilma!


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

rapidinha

Tenho andado é fato, cansado de tudo e da vida. Andei mal de saúde, fui aconselhado parar de fumar, trocar a minha velha cachaça de rolha para o vinho, fazer caminhadas, e mais outras tantas coisas. Confesso que estou adorando tentar ser saudavel, o esporte parti para a pesca uma vez por mês, o cigarro ando apenas com o maço vazio, a bebida estou adorando tomar vinho chileno confesso que viciei e o melhor de tudo suco ADES, pela manha. Estou me sentindo um tanto melhor - mas é ouvir um samba e o vicio volta. Pra falar a verdade nem precisa ser samba, Milton Nascimento já me (fode), e o meu politicamente correto vai pelo o ralo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quantos anos que não nos víamos? Foi a pergunta que lancei a você. Ficamos meio sem jeitos em responder um ao outro. Tentamos buscar no passado a data especifica para o afastamento e nada. Não soubemos responder. Engraçado de tudo isso é a nossa relação de amizade e amor. Isso amor. Procurava no passado, aquele beijo que nos demos naquela noite de total embriaguez, encostado naquele muro, amamos, rompemos com o mundo e nos amamos ali naquele canto escuro. Hoje depois de longos anos de ausência, te reencontrei, mudaste pouco, reparei que talvez engordasse um pouco, ao contrário de mim, que engordei que fiquei mais velho tantos anos. Ao contrário daquele tempo  atrás.  Ficamos ali, sem querer dizer nada, um pouco confuso em relação ao que dizer, na verdade não queríamos dizer nada um para o outro, queríamos na verdade é nos amar, naquele outro canto escuro, naquele outro pedaço da cidade. Na verdade nos amamos pouco és verdade, devido a rotina, prometemos nos encontrar em breve – para enfim nos amar em paz, longe dos passantes, saboreando os lábios um do outro. Sem compromisso, assim como fomos durante esses anos de ausência.

sábado, 25 de setembro de 2010