Fuja de mim, faça como quiser.
Se esconda, ou esconda de mim, o que de mim lhe arde.
Esconda do mundo, meus sentimentos que lhe dei um dia.
Tão singulares, pra ti, me esquece assim como me conheceu.
Assim como o dia passa outro vem, que venha outros amores,
que apaguem aqueles esquecidos, que tragam novas cores, que pintam teu céu tão escuro.
Assim vou indo, passos perdidos no sul, atrás de uma nova estrada que me traga você.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
PESCO
É verdade que tenho abandonado muitas coisas importantes outras nem tanto, é verdade o valor que dou levando uma vida agitada 24 horas por dia é sincero. Larguei meus livros empoeirados na estante, vinis espalhados, minhas garrafas de cachaça cheias, larguei meus amores, meus sonhos e decidi fazer aquilo que realmente se vale a pena: pescar. A sensação que me dá quando subo o rio acima, pescando, escutando o cantar dos passáros, reparando nos caranguejos no mangue nenhum dinheiro compra. Por isso, tenho andado tão ausente deste espaço. Deixarei aqui um poema que remente o tenho vivido e o valor que tenho dado para certas coisas.
Pesco porque amo pescar.
Porque amo os locais onde os peixes são
encontrados, que são invariavelmente belos,
e odeio os locais invariavelmente feios
onde se encontram as multidões.
Pesco porque, assim, fujo dos comerciais
de TV, de reuniões sociais e falsas
atitudes que a comunidade nos impõe.
Porque, em um mundo onde a maioria
dos homenns parece passar a vida fazendo
coisas que detestam, minha pesca é uma
fonte inesgotável de prazer e um pequeno
ato de rebeldia. Porque os peixes não mentem
ou enganam nem podem ser comprados,
subornados ou impressionados pela força do poder,
respondendo sempre à quietude, à humildade
e a uma infinita paciência.
Pesco porque suspeito que os homens
percorrem este caminho somente uma vez
e não quero desperdiçar minha viagem.
Porque não existem telefones nos rios em
que pescamos. Porque somente na natureza
posso encontrar solidão sem abandono.
Porque o whisky que se bebe em uma velha
caneca à beira de um rio é sempre mais
saboroso. Porque talvez um dia, eu capture
uma sereia. E, finalmente, não porque eu
considere pescar algo tão terrivelmente
importante, mas porque suspeito que tantas
outras preocupações dos homens sejam
igualmente sem importância.............
.......e nem de longe tão divertidas.
Poema do Livro A truta mágica de Robert Traver
sábado, 13 de novembro de 2010
dia dela
é dia dela,
nada importa além dela.
Mulher de luta, mulher que batalha,
criou dois filhos no suor e na garra.
Aquela que tenho um imenso apreço,
aquela que sou grato por tudo o que me tornei.
Se não fui aquele filho que você desejou,
me desculpe, mas te amo.
Todas as cores, todas felicidades, toda luz e paz nesse dia de hoje.
Axé minha mãe
nada importa além dela.
Mulher de luta, mulher que batalha,
criou dois filhos no suor e na garra.
Aquela que tenho um imenso apreço,
aquela que sou grato por tudo o que me tornei.
Se não fui aquele filho que você desejou,
me desculpe, mas te amo.
Todas as cores, todas felicidades, toda luz e paz nesse dia de hoje.
Axé minha mãe
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
poema de primavera
Saudade de você.
Você foi embora,
eu aqui fiquei.
Mergulhei profundo,
nas profundezas,
sai quase morto.
Acordei logo vi,
tua ausência na cama.
Fazia frio, chovia e la estava fria a cama.
Você foi embora,
eu aqui fiquei.
Mergulhei profundo,
nas profundezas,
sai quase morto.
Acordei logo vi,
tua ausência na cama.
Fazia frio, chovia e la estava fria a cama.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
MADRUGADA
É madrugada, desperto assustado. Um vento gelado entra pelas brechas da janela, fazendo um barulho apavorante. Lençóis e cobertores caídos no chão. Meus pés úmidos revelam o frio ali dentro. O velho sabor amargo do conhaque bebido na noite anterior entrega o vazio dos dias de frio. É a segunda vez que desperto no meio da madrugada sonhando com você. Acendo o abajur procuro desesperado um cigarro, lembro que parei de fumar, a luz revela a minha face abatida, não sei bem ainda se é por causa da bebida ou pelo o afastamento de você.
Recordações suas me vem na mente, é cedo para pensar em você, é cedo para despertar sofrendo. A cabeça dolorida do porre da noite passada levanta da cama, sinto meu corpo nu, um pouco mais magro, meus pés descalços tocam o chão, sinto o piso frio. Caminho em direção ao banheiro em busca de uma ducha gelada para acalmar o espírito.
Água percorre meu corpo, tocam minha cabeça relaxando os pensamentos. Recordo de você me dando banho, quando chegava bêbado vindo dos butecos. Os minutos se passam, fecho os olhos sinto a água ainda caindo. Minha cabeça ainda doe, não cumpri a promessa que tinha feito, para deixar a bebida de lado, mas nessas noites ela me afaga, ela me acompanha, ela me faz esquecer você por um único instante.
Meus pés molhados deixam marcas no chão. Caminho em direção a cozinha na procura de alguma bebida para curar a ressaca. Penso em te ligar, deixo para mais tarde ainda é cedo para te procurar. Penso em escrever no blogue, olho para o computador, volto para cama. Penso se você ainda lê este blogue, penso como anda você, mas sou um covarde confesso, quero apenas que saiba se ainda lê este blogue, me avise, é preciso ainda sonhar e acordar por você.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
JOÃO -
Perante a morte, o que resta é o silêncio de adeus...
Há poucas horas atrás recebi um e-mail avisando da morte do João. Confesso que não acreditei, como não acredito até agora. João era um sujeito do bem, trabalhador, pessoa boa, como não temos mais hoje em dia. Trabalhamos juntos na antiga empresa que trabalhei. Tinhamos em comum o gosto pela música e pelos bares mais vagabundos. Me lembro de nossas conversas sentados na cozinha, fumando um cigarro depois do almoço falando da vida, de música, de bares e mulheres. Fazia tempo que nãos nos falavamos, devido a correria do dia-a-dia, nos esquecemos. Me perdoe meu caro, pela distância, o mundo ficará um tanto sem graça. Valeu pelas dicas, pelos papos, pela companhia, vai na fé meu caro amigo.
PS: João morreu na noite de sexta-feira aos 51 anos de idade vitima de enfarte depois de uma bebeira num buteco imundo o qual ele tanto amava.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
CANSAÇO
O cansaço no qual me entreguei. Ele que roubou minhas forças, minhas esperanças, minhas crenças. Posso me considerar um fraco, por desistido tão precoce da luta – por não passar por cima e continuar a levar a vida, como se nada tivesse acontecido ou acontecendo. Esse mundo de bostas no qual vivemos, uns lutando para viver, outras tirando vidas. Cansei. Minha poesia chula, que tanto me motivava a seguir em frente, botando esperança no mundo, tirando pessoas no fundo do poço hoje tudo é idiotice. O calar se fez presente, o tanto faz, pra mim virou fundamental. As juras e promessas de amor se perderam no espaço. Cansei. Cansei um tanto do mundo e de mim, é preciso me reinventar, mas não encontro forças. O mundo me parece um tanto injusto, um tanto enjoativo. Me trancarei num buraco, abrirei a minha cerveja, tirarei da gaveta meu maço de cigarros de palha, e esperarei a eternidade passar, o meu sofrimento passar, e espero enfim voltar com o sorriso no semblante, trazendo novamente o amor e a esperança para este mundo, renovando as crenças no amor e na vida.
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