É verdade que tenho deixado de lado este pequeno espaço aqui. Devido a enorme entrega na rotina desgastante do dia-a-dia fiquei impossibilitado de aqui dar meus pequenos relatos sobre a vida. Nunca mais escrevi sobre bares; sobre mulheres, sobre meu bairro, deixei de lado a poesia. Confesso que ando ocupado com outras coisas talvez não mais importantes que escrever por aqui, mas digamos que mais lucrativa. Mas como não consigo abandonar este pequeno espaço tão fatigado conforme este que vos escreve, tive uma grata surpresa no dia de hoje. Abandonei de fato os butecos que tanto amo, posso me dizer que me tornei um menino decente - aqueles que as mães sonham, recebi na minha casa a visita do meu querido e velho companheiro de balcão Pedro - que numa breve ida ao supermercado em frente de minha casa resolveu dar uma ida até meu lar. Fico feliz com essas coisas, pois a sociedade quer acabar com as amizades feitas nos bares, eles dizem que bêbado fala com todo mundo, que no outro dia não se lembra de nada, mentira! O malandro veio até a minha casa, para saber como andava as coisas, já que sumi daquelas bandas, que nunca mais pisei naquele boteco vagabundo. Conversamos um bocado, fumamos alguns cigarros e antes do sinal fechado abrir damos adeus prometendo nos encontrar por ai. Confesso que aparecerei naquele buteco - a data não sei bem, mas será o mais breve possível, pois coração vagabundo não aguenta ficar longe de um boteco.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Como digo sempre: é preciso saber pisar, é preciso saber chegar, sem causar alarde. Sendo assim iniciei minha rotina etílica em plena avenida Berrini, no coração empresarial de São Paulo. Amante que sou desses lugares vagabundos, já fiz amizade com o dono da espelunca, já aprovei tua cerveja gelada, teu torresmo adormecido ( que diga de passagem só cachaceiros comem), sendo assim ali durante o tempo que for preciso será minha nova casa, meu novo buteco, meu novo olhar sobre o que pode ser visto
segunda-feira, 28 de junho de 2010
O que leva da terra,
se não as árvores, flores,
cheiros e sabores.
O que leva da vida,
senão erros, acertos,
choros e amores.
O que leva da vida,
senão lamento, encantos, dores.
O que leva a vida,
senão esse sentimento de dor,
o que levo da vida,
essa pena simplesmente incessante,
que clama, arde, chora, ama,
lamenta, que é a chama da morte na minha vida inteira.
se não as árvores, flores,
cheiros e sabores.
O que leva da vida,
senão erros, acertos,
choros e amores.
O que leva da vida,
senão lamento, encantos, dores.
O que leva a vida,
senão esse sentimento de dor,
o que levo da vida,
essa pena simplesmente incessante,
que clama, arde, chora, ama,
lamenta, que é a chama da morte na minha vida inteira.
sábado, 26 de junho de 2010
Meus olhos navegam nas lembranças,
como dois barcos navegam nos mares.
Meus ais se perdem nos horinzontes,
a procura de um cais.
Na chuva fina que cai,
molhando minha ida por ai.
Me perco como se perde na tempestade,
embriago a quem já não me quer mais.
Tudo tanto faz, tudo é tanto vulgar.
Contemplo a saudade, volto no tempo atrás,
e o que me resta é a saudade, o trago, o choro bandido.
como dois barcos navegam nos mares.
Meus ais se perdem nos horinzontes,
a procura de um cais.
Na chuva fina que cai,
molhando minha ida por ai.
Me perco como se perde na tempestade,
embriago a quem já não me quer mais.
Tudo tanto faz, tudo é tanto vulgar.
Contemplo a saudade, volto no tempo atrás,
e o que me resta é a saudade, o trago, o choro bandido.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Dentro de mim algo pulsa, vibra toca. Não sei bem o que é, é algo maior. Me carrega, me domina, me entrego. Desfaço a melancolia, logo uma poesia brota. Nasce com o raiar do dia, logo brota o riso. Compreender não importa, me comporto, logo suporto o caos do dia-a-dia e daqui transporto. Sinto que és um dom ou talvez uma viagem, da terra sei que não levarei nada. Nem sinto o medo da vida perante ao abismo da morte. É algo que irradia quem está perto logo nota, é como se fosse uma sinfonia de uma única nota. Logo tudo isso brota no fundo de mim, como já disse algo brota, é apenas o que sinto, no bater de tua nota.
É verdade que o tempo passou,
é verdade que sinto falta do teu olhar confortante.
O dia passou, a tarde veio, escureceu,
as estrelas vieram, e tu aonde andas?
Me perco nos labirintos da vida,
ninguém sabe do pranto, do lamento, do canto.
Feito o dia que passa, me despeço,
espero o amanhecer, com ele um novo
despertar, um novo acordar, feito ele
morro também.
Te espero enquanto tu não vem,
aonde encostarei minha face,
a espera de um outro amor,
me acordar.
é verdade que sinto falta do teu olhar confortante.
O dia passou, a tarde veio, escureceu,
as estrelas vieram, e tu aonde andas?
Me perco nos labirintos da vida,
ninguém sabe do pranto, do lamento, do canto.
Feito o dia que passa, me despeço,
espero o amanhecer, com ele um novo
despertar, um novo acordar, feito ele
morro também.
Te espero enquanto tu não vem,
aonde encostarei minha face,
a espera de um outro amor,
me acordar.
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