Existe um mundo de emoção em mim,
existe um oceano que separa o meu amor do teu.
Existe um cantar, existe uma saudade que não tem fim.
Existe um samba para cantar nas madrugadas solitárias.
Existe mágoa, alegria e prazer.
Existe o amanhecer, enxugue o pranto, sorria
pois além disso tudo, vale a pena viver.
Existe a imensidão dos olhos teus,
existe teu sorriso assim,
existe o mar, para navegar-mos.
Existe sei lá como existe este amor assim,
que não se cala, que não contenta, te ver longe assim.
Existe não sei como existe, um poeta vagabundo assim.
Existe apenas existe, um cantar, para te alegrar.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
BUTECO
Quando criei este blogue, a intenção era escrever sobre causos - butequeiros. Tudo que eu mero aprendiz de cachaceiro ouvia naquela espelunca. As coisas tomaram rumos diferente, escrevi alguns textos pessoais, outros uma crônica sobre a vida, e assim foi. Acabei deixando de lado, o meu lado butequeiro. Motivo? Uma carne de porco me fez distanciar alguns dias da espelunca. Comi um pernil, para ser preciso duas fatias de pernil ao molho de abacaxi, que me fez um mal danado. Me fazendo parar no hospital em plena segunda-feira, troço que não admito. Fui exigido tomar uma cartela de anti-inflama-tório durante 5 dias. Troço que me fez um mal ainda maior que a maldita carne de porco. Hoje um tanto sarado dos males causado pela carne, não comparecei no buteco hoje. Fato que lamento profundamente, lamento pela ausência dos amigos, lamento pela conversa aliviadora depois de uma semana triste, lamento pela falta da cerveja correndo pela guela abaixo. Hoje não estarei lá, fisicamente, mais de algum jeito estarei por lá, rodeado dos amigos que tanto amo - naquele canto escondido dos canalhas, naquele manto imundo cravado na minha lembrança, saboreando uma cerveja gelada, e uma cachaça mineira.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
ADEUS
- Adeus.
Foi a última palavra que escutei da tua boca. Ainda recordo momentos daquela noite, sua conversa triste, seu riso contido, suas lágrimas escorrendo pela tua pele. Fiquei parado, trancado, no momento tudo ficou imóvel. Voltei para mesa, pedi uma dose de cachaça e uma cerveja. Você foi embora, lamentando tudo aquilo que estava acontecendo, mas era pra ser assim. O amor tinha chegado ao fim. Lágrimas escorria pelo o meu rosto, tudo passava pela a minha cabeça. Nossas juras, nossos corpos entrelaçados, tua pele branca, teus cabelos encaracolados, teu perfume, tua fala, teu sexo. Sem me dar conta do momento, sem entender tudo aquilo que se passava, o alento era a bebida. Já embriagado, sem reparar ao redor, sem reparar que o bar já encerrava o expediente, que apenas os boêmios insistiam em beber a saideira. Hoje recordando tudo isso, como num filme um close-up, pude perceber que ainda a saudade que eu sinto de você é enorme. O silêncio que restou à nos é enorme. Já não existe a presença, já não existe a tua fala me acalmando, já não existe mais a luz do teu olhar a me iluminar nas noites de loucura. Já não existe mais nada, a não ser lembrança, e tua ultima palavra: adeus!
Foi a última palavra que escutei da tua boca. Ainda recordo momentos daquela noite, sua conversa triste, seu riso contido, suas lágrimas escorrendo pela tua pele. Fiquei parado, trancado, no momento tudo ficou imóvel. Voltei para mesa, pedi uma dose de cachaça e uma cerveja. Você foi embora, lamentando tudo aquilo que estava acontecendo, mas era pra ser assim. O amor tinha chegado ao fim. Lágrimas escorria pelo o meu rosto, tudo passava pela a minha cabeça. Nossas juras, nossos corpos entrelaçados, tua pele branca, teus cabelos encaracolados, teu perfume, tua fala, teu sexo. Sem me dar conta do momento, sem entender tudo aquilo que se passava, o alento era a bebida. Já embriagado, sem reparar ao redor, sem reparar que o bar já encerrava o expediente, que apenas os boêmios insistiam em beber a saideira. Hoje recordando tudo isso, como num filme um close-up, pude perceber que ainda a saudade que eu sinto de você é enorme. O silêncio que restou à nos é enorme. Já não existe a presença, já não existe a tua fala me acalmando, já não existe mais a luz do teu olhar a me iluminar nas noites de loucura. Já não existe mais nada, a não ser lembrança, e tua ultima palavra: adeus!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
RAPIDINHA
Aqui estou, sentado na velha cadeira giratória de sempre, na mesa, uma garrafa de cerveja, e um maço de cigarros é minha companhia. Na vitrola a mesma melodia triste de sempre, junto dela o meu jeito de amar, e minha poesia errante. O tempo passou, não mudei. Acabo de ler suas linhas, pude perceber que nela nada explica, o que não tem explicação. Li uma vez que o amor é o silêncio entre duas pessoas. Esse silêncio entre a gente é o nosso amor, que não se explica, mas que sente. De alguma maneira sou um ser diferente sem você, você me completa de algum jeito. Já falei tantas vezes, apenas mudei as maneiras de lhe dizer. Enfim, nossa estória não termina por aqui, algo mudará no futuro, e precisaremos um do outro para completar-se.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
LULA CHORA

É verdade que não torci nem a favor, nem contra, o Brasil sediar as olimpíadas de 2016. É verdade que o Brasil merece, é verdade que somos um povo maravilhoso, que o Brasil é o melhor país do mundo. É verdade que temos inúmeros problemas, sociais, educacionais, móveis. É verdade que o Rio de Janeiro é uma cidade linda. Acima de tudo isso, emocionado com o choro do Lula, ele que foi duramente criticado, que foi vaiado na abertura dos jogos Pan-americanos de 2007, pela elite podre carioca. É verdade que temos um presidente, nordestino, pobre, sem estudos, que insistemente ama o Brasil, mas que qualquer um dos governantes atuais. E por isso, choro com você Lula, neste exato momento, por tudo que fez pelo o nosso querido Brasil. E torço para que tudo dê certo, que o Brasil realmente ocupe o lugar que deveras merece.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
PARA VOCE
Conforme lhe prometi, que lhe escreveria, aqui vai. Não estou embriagado é fato, não essa embriaguez causada pela bebida. Estou embriagado é de saudade de você. Distanciado há alguns meses, ausente de você e de mim, perambulo por ai, bebo um pouco aqui, um outro tanto ali. A desculpa é sempre a mesma: a bebida me comove. Comovido neste exato momento, recordando dos tempos vividos em sua companhia, olhando o teu olhar iluminado, buscando neles a razão do meu existir, procurando neles o caminho da felicidade. Recordo do seu sorriso, neste exato momento sorrio aqui, como um tolo eu fui. Recordo das nossas idas e vindas por ai, na cidade cinza, me recordo dos constantes telefonemas dados, recordo das suas brincadeiras, recordo das minhas cartas escritas para você, recordo dos tempos em que contava os minutos para te ver, recordo da seleção de músicas que fiz para você ter um cd gravado apenas para você, recordo dos nossos cafés da tarde, na qual levava teu pão, recordo das minhas viagens levando você dentro de mim, para que junto de mim pudesse viver aquele momento junto à mim, recordo das músicas que escutávamos dentro de teu carro, recordo dos abraços carinhosos trocados, recordo das nossas conversas saboreando uma cerveja. São tantas recordações que seria incapaz de aqui coloca-las. O tempo se foi, tudo mudou, ou não? Não somos as mesmas pessoas do passado, já não somos um tanto presente um na vida do outro. Não deu certo me perdi, não fui capaz de aceitar apenas tua amizade, quis ir um tanto além, e não cabia nada nesse além. Desejei ser um tanto mais presente em sua vida, desejei lhe dizer juras de amor eterno, desejei colar meu corpo no teu, desejei beijar teu sexo, desejei teu amor. Os desejos foram maiores que tua vontade, hoje em algum canto da cidade você vive, hoje num outro canto da cidade, procuro esquecer tudo isso, hoje escrevo essas mal traçadas, como fiz tantas outras vezes, hoje apenas o que desejo é que adormeça no meu peito, essa eterna chama que não se apaga, essa eterna chama que é amar você.
TELEFONEMA
Ontem recebi dois telefonemas de uma mesma pessoa, não conhecida pedindo socorro dizendo que foi roubado. Sem saber o que dizer no momento, apenas escutei o pranto alheio. Ele chorava, suas palavras saiam emboladas, clamava por socorro. Fui capaz apenas de lhe dizer: tenha calma, tenha calma... Sem saber quem era essa pessoa, o que tinha acontecido com ele, o que tinha sido roubado dele, foram indagações que fiz. Fiquei com este telefonema o resto do dia na cabeça - misturei os fatos, já que para piorar a situação estou lendo um livro que relata o cotidiano da violência no Rio. Sem conseguir fechar os olhos sem imaginar na cena, o desespero do rapaz, implorando por ajuda do pai, o caos que se tornou essa porra toda. Não sei daonde surgirá a luz, mas algo tem que mudar nessa porra toda, seja com ajuda de Deus, ou do Diabo, vai mudar.
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