Tarde quente, vejo da minha varanda o vai e vem das meninas, com seus corpos à mostra, sinto uma leve nostalgia assim como a brisa que vem do mar. Me vem na lembrança o teu corpo nu, o cheiro de tua pele e gosto adocicado dos teus beijos. Sinto uma tristeza profunda, me pego a recordar momentos que não voltaram acontecer. O calor abafa os meus pensamentos, minha garganta seca, pede uma boa quantidade de cerveja, para amortecer as dores do peito. Avisto as velhas ruas do meu bairro, que me assistiram de perto o meu crescimento, a minha liberdade. Ruas que tanto percorri e corri, ruas que tanto cai e outras tanto levantei. Neste instante começo a lembrar das mulheres que passaram na minha curta vida, sinto uma imensa saudade de todas, vontade de revê-las, de ver o rumo que tomaram, ver como andas. E dizer para as mesmas, o quanto lembro delas. Sei que algumas me xingaram de canalha, de cachorro. Outras acredito que ficaram felizes em me re-ver. E ver o quanto eu sou triste, o quanto envelheci em pouco tempo. Mas deixarei isso de lado, não vale a pena, ficarei aqui sentado numa cadeira, avistando o vai e vem das garotas, a delirar, a embriagar-me, de tua face, de tu menina, que não esqueço, e talvez espero que passe aqui na frente, com a um leve toque na bozina, acene para este pobre coitado, que escrevi aqui essas mal-traçadas, nesta tarde calorenta de novembro, a recordar de você.
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Quando eu nasci, não veio um anjo torto conforme disse o poeta,
quando eu nasci, me veio um Deus, que me disse: vai o teu destino é sofrer.
Derramado o sangue sujo do ventre imaculado de minha mãe, que não é maria, e sim Rosa.
Carregado durante meses no colo de minha mãe, mamando nos seus seios acolhedores,
bebi o cálice santo do amor materno.
Engatinhando pelos cantos e gritando aos prantos, tudo o que minha alma necessitava além desta cruz que cansei de carregar.
Deus ainda disse: teu destino tu que fará, fará teus próprios caminhos, mas eu guiarei os teus passos aonde quer que vá.
Ergui com o meu suor cada tijolo, na esperança de quem sabe um dia ter uma parede. que me cerca dos males destes filhos, que se dizem filhos de Deus.
Caminhei por trevas, caminhos tortuosos, mas também caminhos belos. Senti o orvalho da manha. senti o perfume das rosas, senti o cheiro do teu sexo, senti o teu ventre, a gerar um filho meu.
Senti nos lábios a chama do amor, neles senti o perfume, na minha pele ainda resta as marcas deles.
Senti como sentia antigamente quando a minha mãe beijava a minha face, me acalmando, dizendo que tudo ia passar.
Senti um deus, senti, que tudo isso não vale a pena.
Carrego desde de então um fardo, uma esperança, e uma flor.
Nesta minha alma inocente, deste menino que saiu daquele ventre. de uma mulher que não se chama Maria e sim Rosa.
Sai com a alma inocente, com muitos caminhos para seguir, mas sem nunca esquecer, que foi tu e não Maria, que me guiou e me mostrou os caminhos que deveria seguir.
E assim, seguirei os teus passos, os teus caminhos, como muitos aqui na terra, seguem Deus os
caminhos escritos naquele livro, que seguem o teu filho Jesus.
quando eu nasci, me veio um Deus, que me disse: vai o teu destino é sofrer.
Derramado o sangue sujo do ventre imaculado de minha mãe, que não é maria, e sim Rosa.
Carregado durante meses no colo de minha mãe, mamando nos seus seios acolhedores,
bebi o cálice santo do amor materno.
Engatinhando pelos cantos e gritando aos prantos, tudo o que minha alma necessitava além desta cruz que cansei de carregar.
Deus ainda disse: teu destino tu que fará, fará teus próprios caminhos, mas eu guiarei os teus passos aonde quer que vá.
Ergui com o meu suor cada tijolo, na esperança de quem sabe um dia ter uma parede. que me cerca dos males destes filhos, que se dizem filhos de Deus.
Caminhei por trevas, caminhos tortuosos, mas também caminhos belos. Senti o orvalho da manha. senti o perfume das rosas, senti o cheiro do teu sexo, senti o teu ventre, a gerar um filho meu.
Senti nos lábios a chama do amor, neles senti o perfume, na minha pele ainda resta as marcas deles.
Senti como sentia antigamente quando a minha mãe beijava a minha face, me acalmando, dizendo que tudo ia passar.
Senti um deus, senti, que tudo isso não vale a pena.
Carrego desde de então um fardo, uma esperança, e uma flor.
Nesta minha alma inocente, deste menino que saiu daquele ventre. de uma mulher que não se chama Maria e sim Rosa.
Sai com a alma inocente, com muitos caminhos para seguir, mas sem nunca esquecer, que foi tu e não Maria, que me guiou e me mostrou os caminhos que deveria seguir.
E assim, seguirei os teus passos, os teus caminhos, como muitos aqui na terra, seguem Deus os
caminhos escritos naquele livro, que seguem o teu filho Jesus.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Certa vez, me disseram que o meu destino era amar todas as mulheres, que jamais eu amaria apenas uma. Confesso que eles tinham razão, os poetas amam todas, ou deveras fingi que as amam. Mas confesso aqui também a verdade é que amo sim, minha alma imunda que caminha torta pelo cantos deste mundo, ama a todos. No momento apenas posso dizer, que amo apenas uma, uma apenas manda nos meus passos, nos meus dias, nos meus sonhos. Todo passo que dou,sinceramente não são poucos é em tua direção. Todos os textos que aqui rascunho, que apelidei de mal-traçadas são para ti. Todos os meus porres nas noites solitárias são para ti. Todos os acordes que dedilho no meu violão são para ti. Todos os meus dias quando acordo, a primeira coisa que penso é em ti, todo ser humano que tento ser é por causa de ti, é por causa de ti, que me inspiro, é por causa de ti, que vejo a natureza, que escuto o cantar dos pássaros, é por você, que tento diminuir o meu pranto, é por causo de ti que canto o meu canto, é por causa de ti, que lamento essa minha ausência, é por causa de ti, que vejo no sorriso de uma criança a luz da esperança, é por causa de ti que vive assim tão longe, que vivo a mercê do amanhecer, que trás no clarear a nova semente, para um novo brotar. É simples assim, desde que nasci sou assim, um eterno aprendiz, da luz que inrradia dos olhos teus, é mesmo assim, quando não se consegue dizer um adeus, é mesmo assim quando na noite de calor, não consegue dormir o sonho. É mesmo por causa de mim que tu vives assim tão longe, é por causa de eu ser assim, um menino, que vê o mundo, apenas como gostaria que fosse, é por eu ser assim, que orvalho da manha molha a minha alma, é por eu ser assim, que buscarei nos caminhos mais tortuosos a luz que me levará até você, é por eu ser assim, que buscarei até o cansar. os teus passos, o teu cheiro, o teu sabor, e por falar assim, aonde anda você?
domingo, 8 de novembro de 2009
É por isso que a amo ainda mais, para ser sincero te amarei eternamente. Noite de calor, janelas abertas, você nua, andando pela casa descalça, tracejando a rota para uma noite de amor. Teu corpo nu, tua pele suave e macia, tuas pintas espalhadas pelo o corpo. Tua voz suave e simples, me dizendo o quanto aquilo tudo significava. Avistava tua face alegre, depois de algumas taças de vinho. Ria um riso descontraído, prenuncio de uma noite maravilhosa. Não foi diferente, meu corpo entrelaçado no seu, esparramados pelo o chão, teu suor misturado ao meu, gemidos ao pé da orelha, juras e mais juras de amor eterno. Passo minha mãos pelo o teu corpo até chegar ao teu sexo, você geme na ânsia do gozo, naquele instante e o tempo parou, ficamos ali, apenas dois amantes numa noite de verão, celebrando o amor, contemplando a natureza do ser humano, descoberto de pudores, e te digo: ao nosso amor maior.
sábado, 7 de novembro de 2009
Já era noite, quando o telefone tocou. No outro lado da linha, sua voz triste, como quem acabou de chorar, me dizia o quanto lamentava, o quanto se arrependera do termino precoce da nossa união. Dizia que lamentava o que tinha acontecido, que não era pra ser assim, que o tempo havia mudado tudo. Um triste silêncio, se fez presente a ligação ficou muda, você chorava, pedindo desculpas, antes de eu falar alguma coisa, você disse adeus e desligou o telefone. Fiquei a contemplar o silêncio do adeus, o silêncio das palavras não ditas, lamentando o que poderia ter sido, se tivesse deixado eu mostrar o que guardo para ti aqui dentro. O velho cigarro no cinzeiro, o velho disco, a mesma voz do poeta, me dizendo que as coisas tinha que ser assim. A noite linda lá fora, os amantes se amando nos bancos da praça, fazendo eterna juras, de amor para toda vida. Um triste sorriso brotou de minha face, triste e pálida, dei risada, chorei, lamentei, mas não havia tempo para mudar o que o mesmo tempo determinou. Ficamos ali juntos na solidão, a lamentar no escuro da noite na presença das estrelas, mas um romance que chegou ao fim, mas uma jura desmentida, mas um poema rasgado na lixeira do banheiro, mas uma palavra calada, mas uma veia que estoura aqui dentro, e mas uma vez, mas uma vez....
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Noite de calor absurdo, como bom sábio que sei que sou, nada melhor que uma cerveja antes do sono para dormir melhor. Pernilongos para todos os gostos, noite linda lá fora, casais namorando nas praças, botequins um belo palco para uma abrideira e um bom papo. Na vitrola uma canção me acolhe nada menos que Dorival Caymmi, o mestre, e que falta me faz. Tremenda emoção, não deixando de ser romântico digamos, que saudade que sinto de você menina. O quanto me faz falta tua fala, teu riso, teu pranto. Enfim, será uma noite longa, porém não mais belas.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Sei que você passa por aqui, que no meio do turbilhão que você vive, você dedica alguns minutos a ler essas mal-traçadas linhas. Sei também que tem um novo amor, que te faz um tanto feliz, lhe desejo apenas felicidades. Sei também que já fiz de tudo, ou posso acreditar que fiz, para ter você um pouco mais perto de mim, ou para ser preciso, o teu amor. Eu pra você fui mais um, e você foi tudo para mim. O meu céu era você, a minha razão, o meu tudo. Não sei em que ponto eu fracassei, não sei em qual ponto, não fui capaz de lhe fazer entender o tanto que te amo, e o tanto que queria te fazer feliz. O teu rosto eu quase não lembro, o som da sua voz, some aos poucos, o teu sorriso, já não possui o mesmo brilho de antigamente, a tua fala suave na madrugada vazia, enquanto tentavamos achar uma simples razão para se viver. Hoje depois de um certo tempo, que estou longe de você, procuro sempre entender, o porque não deu certo como queria. Prometo que não me estenderei por aqui, prometo, também que não quero que se lamente, ou se possível espero que você não leia, essa declaração brega e inocente, de um jovem que não sabe porque, ainda vive e pulsa aqui dentro, toda vez que eu vejo você, e você fingi não me ver.
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