A tarde caia, no céu um crepúsculo que fazia tempo que não via. Resolvo sair um pouco, passear, caminhar. Distrair a mente tão fustigada nos últimos tempos. Apesar de ser começo de semana, mas precisamente segunda-feira, era pra estar tudo bem, final de semana aproveitado ao máximo, reunião com os amigos, pescaria, buteco - tudo era pra estar bem, mas não esta. A mesma agonia de outrora que me persegue, que não me deixa um instante. Um turbilhão de pensamentos, me toma o tempo, me pego pensando em coisas que não tem cabimento, que já passou, que não voltará. Um refúgio é o que preciso, longe desta metrópole cinza - longe do caos, um silêncio profundo aonde eu possa me encontrar com "eu" perdido numa esquina qualquer. Caminho lentamente, sem direção, sem rumo. Reparo no meu bairro em sua transformação, o tanto que ele mudou de alguns anos pra cá. Passo em frente de alguns botecos que meu pai freqüentava, me recordo das tardes passadas ali em sua companhia - tomando tubaína, comendo doce de amendoim. Meus olhos ficam marejados, me emociono. Essa lembrança que me trás tanta felicidade, reparo que os bares não mudaram nada - a transformação aconteceu apenas comigo. O movimento dos carros aumentam, pessoas passam apressadas, em direção aos seus lares, querendo o lar, a tranquilidade que apenas o lar dá. Decido caminhar mais um pouco, a escola que estudei é a mesma, o silêncio ali é catedral, revelando que as crianças já se foram, deixando aquilo tudo quieto. Caminho, apenas caminho, o calor é incessante, não sei bem qual é a temperatura atual - mas acredito que passa dos 30. Vou em direção a praça, que foi feita recentemente, para ali naquela esquina debaixo de uma imensa árvore, que recordo dela, acedo um cigarro, continuo a caminhada. Começo a cantarolar algumas canções que tranqüilizam minha alma, me recordo do Chico Buarque dizendo que a caminhada para ele, é estar consigo mesmo, colocando os pensamentos em dia. A praça para meu espanto, devido ao intenso calor que faz neste começo de noite, encontra-se lotada, centenas de crianças ali brincam, se diverte. Alguns adultos fazem caminhada em torno da praça - em busca de saúde e bem estar, algo que não tenho ultima-mente. Alguns idosos jogam bocha, reparo nos palpites que uns dão para o outro. Me sento no banco, para descansar um pouco, reparo naquela cena, crianças, jovens, idosos, todos convivendo pacificamente, querendo apenas o bem estar. Penso porque o mundo não pode ser melhor - pois nele existe crianças, para alegrar, para nos mostrar o quanto a vida é simples, e quanto um sorriso é belo. Mas uma vez a música se faz presente, me lembro da canção de Gil, domingo no parque - cantarolo alguns versos. Me perco ali, a multidão ao meu redor parece ausente, me perco em pensamentos, sem me dar conta, o céu lindo vai embora, se torna escuro, prenuncio de chuva. Algumas mães mais preocupadas recolhem seus filhos, dizendo que vai chover, que é hora de jantar e tomar banho. Reparo nas crianças com cara de choro, indo embora, de mãos dadas com os pais. Lembranças vem à tona, me recordo das poucas vezes que sai com o meu pai, das poucas vezes que ele me via na praça, sempre muito ausente, não me via brincar de jogar bola, não me ensinou a andar de bicicleta, coisas que geralmente os pais fazem. Gotas de chuva começa a cair, junto com um vento forte, a praça começa esvaziar rapidamente, os idosos param o jogo se despedem e rumam para seus lares, o pessoal da caminhada também. Apenas alguns casais de jovens ali namoram e paqueram parece não se importar, parece que a paixão é o que vale no momento. Continuo ali sentado, sem vontade de ir para lugar nenhum, apenas a contemplar ao meu redor - como tudo muda, e como mudamos com o passar do tempo. A chuva aumenta, junto com o vento, todos ali saem correndo atrás de alguma cobertura para se esconderem da chuva, me levanto, calmamente, a chuva encharca minha roupa, meu óculos parece um para brisa de carro, me impossibilitando de ver alguma coisa. O maço de cigarro molhado no meu bolso, meu par de sandálias deslizando nas ruas de minha infância, ruas sem passado, ruas sem glória. Caminho em direção ao meu lar, molhado de chuva até os ossos, em busca da purificação e da paz, que talvez eu encontrarei quem saiba quando eu chegar em casa, quem sabe, quem sabe...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
VIDA NOTURNA
Você acorda as 6 da tarde com aquele gosto de ferrugem na boca e com a impressão de que seu travesseiro não foi feito com penas de ganso, mas sim com cinzas de cigarro. Olha pro lado e tenta lembrar o nome da mulher que dorme ao seu lado. Levanta e começa a lembrar da noite passada. O nome se apagou com solvente na memória e ela dorme feito um defunto na sua cama. Imóvel! Será que está respirando? Chega bem perto dela e a surpresa é grande ao ver seu rosto, não parece a mesma pessoa com quem deitou quando o dia raiava. Verifica que há uma respiração de conhaque em suas narinas...Ela está viva! Prepara um sanduíche, dá uma mordida, pega o pacote que tinha deixado em cima da mesa antes de sair ontem a noite, abre a encomenda com o cd cheirando a novo, coloca no aparelho para tocar e se encosta no sofá. Pensa no que vai dizer para aquela mulher quando despertar. A música maravilhosa se mistura com seus pensamentos, você levanta bruscamente e escreve um bilhete para a tal mulher - Tive que sair por motivo de emergência, pode trancar a porta e colocar a chave dentro da caixa postal 203, que fica logo após a entrada do edifício.
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Tranca a sala onde guarda os livros e discos, com passos de pluma sai sem fazer barulho. Pensa que se roubar o resto da casa não tem problema. Vai direto pro primeiro botequim que fica a duas quadras do apartamento, pede um café bem forte e logo mais uma cerveja. Depois de três goles o grau etílico das 5 da manhã parece retornar a sua cabeça e as pessoas parecem ter um balanço todo especial. Bate um papo com o Juvenal (dono do boteco) e conta a respeito da noite passada.
Tranca a sala onde guarda os livros e discos, com passos de pluma sai sem fazer barulho. Pensa que se roubar o resto da casa não tem problema. Vai direto pro primeiro botequim que fica a duas quadras do apartamento, pede um café bem forte e logo mais uma cerveja. Depois de três goles o grau etílico das 5 da manhã parece retornar a sua cabeça e as pessoas parecem ter um balanço todo especial. Bate um papo com o Juvenal (dono do boteco) e conta a respeito da noite passada.
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Depois de fazer um tempo, vai ao encontro do parceiro que havia lhe convidado no meio da semana pra ir em uma boate, segundo ele, muito 10. A garoa começa a cair e vocês param debaixo de uma marquise para terminar de fumar os cigarros que estão ficando encharcados. Esperam um pouco, a chuva cessa e seguem caminhada. Se aproximam da boate, a fachada parece uma construção inacabada com a luz de néon formando as palavras BAR LUPICÍNICA. Na entrada um negro enorme te entrega a comanda depois de te dar boa noite com cara de amigo de infância.
Depois de fazer um tempo, vai ao encontro do parceiro que havia lhe convidado no meio da semana pra ir em uma boate, segundo ele, muito 10. A garoa começa a cair e vocês param debaixo de uma marquise para terminar de fumar os cigarros que estão ficando encharcados. Esperam um pouco, a chuva cessa e seguem caminhada. Se aproximam da boate, a fachada parece uma construção inacabada com a luz de néon formando as palavras BAR LUPICÍNICA. Na entrada um negro enorme te entrega a comanda depois de te dar boa noite com cara de amigo de infância.
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O lugar não é muito grande , poucas mesas e em cada uma delas um pequenino abajur. No teto três luminárias em formato de concha que jogam a luz no teto, formando uma luz indireta e agradável para os olhos de quem bebeu até de manhã na noitada anterior.
O lugar não é muito grande , poucas mesas e em cada uma delas um pequenino abajur. No teto três luminárias em formato de concha que jogam a luz no teto, formando uma luz indireta e agradável para os olhos de quem bebeu até de manhã na noitada anterior.
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A cerveja vem em um balde com seis garrafinhas afogadas no gelo, estão estupidamente geladas e o vinho é servido em taças de vidro alemão, um vidro que parece cristal de tão fino. A música é o que tem de melhor. De repente você agarra o cardápio com ar de suspense, pensando no limite do cartão de crédito. Ao fitá-lo verifica que o preço cabe em seu orçamento. Que alívio!
A cerveja vem em um balde com seis garrafinhas afogadas no gelo, estão estupidamente geladas e o vinho é servido em taças de vidro alemão, um vidro que parece cristal de tão fino. A música é o que tem de melhor. De repente você agarra o cardápio com ar de suspense, pensando no limite do cartão de crédito. Ao fitá-lo verifica que o preço cabe em seu orçamento. Que alívio!
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As palavras vão sendo molhadas lentamente, o assunto flui sabendo que não tem hora pra chegar em casa. Penetrando a madrugada, a música se espalha no ambiente através da voz direta e agradável do senhor de barba longa. O duo de piano e violão que o acompanha é de primeira estirpe, músicos sofisticados, dá pra ver na expressão de cada face e no tanger de cada acorde. Calmamente os lábios envoltos por pelos brancos ao microfone cantam...”acendo um cigarro, molhado de chuva até os ossos...”
As palavras vão sendo molhadas lentamente, o assunto flui sabendo que não tem hora pra chegar em casa. Penetrando a madrugada, a música se espalha no ambiente através da voz direta e agradável do senhor de barba longa. O duo de piano e violão que o acompanha é de primeira estirpe, músicos sofisticados, dá pra ver na expressão de cada face e no tanger de cada acorde. Calmamente os lábios envoltos por pelos brancos ao microfone cantam...”acendo um cigarro, molhado de chuva até os ossos...”
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No decorrer das canções o cantor vai chamando seus parceiros para darem uma palhinha. É tudo muito emocionante naquele ambiente escuro e enfumaçado, belíssimas canções. As 4 da manhã ele diz – essa fiz em parceria com esse aqui ao meu lado, debruçado em seu piano. Seguem no compasso: – “Batidas na porta da frente: é o tempo, eu bebo um pouquinho pra ter, argumento, mas fico sem jeito calado, ele ri, ele zomba do quanto eu chorei, por que sabe passar e eu não sei, num dia azul de verão, sinto o vento, há folhas no meu coração, é o tempo, recordo o amor que perdi, ele ri, diz que somos iguais, se eu notei, pois não sabe ficar, e eu também não sei, e gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos, que amores terminam no escuro, sozinhos, respondo que ele aprisiona, eu liberto, que ele adormece as paixões, eu desperto, e o tempo se rói com inveja de mim, me vigia querendo aprender, como eu morro de amor, pra tentar reviver, no fundo é uma eterna criança, que não soube amadurecer, eu posso e ele não vai poder, me esquecer...”
No decorrer das canções o cantor vai chamando seus parceiros para darem uma palhinha. É tudo muito emocionante naquele ambiente escuro e enfumaçado, belíssimas canções. As 4 da manhã ele diz – essa fiz em parceria com esse aqui ao meu lado, debruçado em seu piano. Seguem no compasso: – “Batidas na porta da frente: é o tempo, eu bebo um pouquinho pra ter, argumento, mas fico sem jeito calado, ele ri, ele zomba do quanto eu chorei, por que sabe passar e eu não sei, num dia azul de verão, sinto o vento, há folhas no meu coração, é o tempo, recordo o amor que perdi, ele ri, diz que somos iguais, se eu notei, pois não sabe ficar, e eu também não sei, e gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos, que amores terminam no escuro, sozinhos, respondo que ele aprisiona, eu liberto, que ele adormece as paixões, eu desperto, e o tempo se rói com inveja de mim, me vigia querendo aprender, como eu morro de amor, pra tentar reviver, no fundo é uma eterna criança, que não soube amadurecer, eu posso e ele não vai poder, me esquecer...”
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Todos aplaudem de pé ao final da última canção, quando alguém cutuca seu ombro bruscamente, você abre os olhos e vê a mulher com quem dormiu. Qual o nome dela mesmo? Levanta preguiçosamente do sofá do quarto dos discos e livros, olha em cima da mesa o sanduíche com apenas uma mordida, o embrulho da encomenda rasgado e a capa do cd “Vida Noturna” do Aldir que acabou de tocar no aparelho.
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Roubado descaradamente do blog do Diogo Fonseca que, assim como eu, teve esta sensação ao ouvir pela primeira vez o CD do Aldir.
domingo, 29 de novembro de 2009
Estive ausente hoje não pude acompanhar os jogos da décima oitava rodada pelo o campeonato brasileiro. Todos devem saber por aqui ou não, que sou corinthiano que nutro por este time uma paixão eterna. Mas não quero aqui - falar sobre minha paixão e sim, alguns pitacos sobre os jogos.
É isso, estou na torcida, para que vença o melhor.
Não torci contra o Corinthians, jamais, na partida contra o Flamego, acredito eu que o Flamengo será campeão. E troço que me deixará feliz, não é pelo o Adriano e sim pela massa rubro negra, que vem mostrando teu amor incondicional pelo o time. E pelo o que vem jogando o Flamego.
Outro jogo que fiquei sabendo o resultado e me deixou frustrado é Atlético Mineiro. Confesso que achei que ele levaria a melhor sobre o Palmeiras e que conquistaria alguns pontos importantes, para quem sabe brigar por uma vaga na libertadores. Depois de um ótimo começo, tropeçou no final, mostrando incapacidade.
Fato isso eu posso dizer, que quase todos os meus amigos são São Paulinos, que contavam com à vitória contra o Góias, para sacrificar aqui em São Paulo, o campeão do campeonato brasileiro. Ficou com um nó engasgado na garganta, e o grito silenciado pelo o Góias. Para a tristeza dos meus amigos. Mas futebol é assim mesmo,
tem chances, apenas ficou mais difícil.
Mas como futebol é uma caixinha de surpresa, o meu Fluminense, ganhou do Vitória,
e tem grandes chances de escapar da vergonha de ser rebaixado mais uma vez. O que me deixou muito feliz. E como sempre continuo na torcida para que não caia.
É isso, estou na torcida, para que vença o melhor.
sábado, 28 de novembro de 2009
Sei que você por sorte do destino não lê estas mal traçadas. Mas o próprio destino e o tempo, quer que eu cá escreva algo para você. Noite de sábado, eu como sempre, preste a sair para mais uma noite de boêmia e beberagem. Mas antes que isso ocorra, e o meu peito desfalece de saudades de você escreverei algo para ti. A saudade não me deu tempo, desde do momento em que lhe vi, lhe amei. Como se você já estivesse passado na minha vida - sinto o cheiro de tua pele macia e branca, feito a neve, escuto teus risos e gemidos, sinto que deliro de vez em quando, minha lembrança volta a tona a todo momento. Sinto o cheiro de seu apartamento e o gosto na tua bebida nos meus lábios, a música que fez trilha para nossa noite de amor ainda toca aqui dentro. Sinto a poesia que você escolheu naquele livro que te entreguei naquela tarde cinza na praça, quando você levemente de porre, declamou pra mim. O destino quis assim você longe de mim, mas durou o tempo para entrar pra eternidade. Não lhe vejo há tempos, mas jamais deixei de lembrar de você. Percorri aquelas ruas que caminhamos juntos naquela madrugada vazia e silenciosa. O samba que escutamos juntos, a cachaça que bebemos, o cheiro do teu sexo pelas minhas narinas. O odor que exala teu ventre, o cheiro de rosa que vem da tua pele, tudo isso me entristece nessa noite vazia. A solidão é tremenda entro em conflito quando lembro de ti, não sei por aonde andas nessa cidade enorme e cinza. Mas sei que aqui dentro, levo os caminhos que juntos percorremos, levo aqui comigo como se fosse uma espécie de amuleto, o teu nome, a me guiar, a me poetizar, a me amar.
A rotina era intensa, o desespero rondava tua vida. Muitas foram as vezes que pensou no pior, pensou em acabar de vez com o desespero e a angústia que sentia. Lamentava que os planos não tinham dado certo - que errou mais que acertou. Foram tantas as vezes que ali o encontrei sentado naquele cadeira no silêncio absoluto em volto da fumaça de seus inúmeros cigarros. Dizia que o alento era a bebida que sem ela, não saberia viver. Que o bar era teu lar, os freqüentadores tua família. Já que a família não aguentou seus inúmeros porres homéricos, e foi embora, deixando ele ali naquela vida, a delirar no abismo da solidão. Poucas vezes tive a oportunidade de conversar com ele, alguns poucos e impertinentes diálogos. Apesar do pouco estudo, assim ele dizia, ele entendia muito sobre a vida, se dizia um filósofo. Na noite de ontem, quando por lá estive, naquele buteco imundo, lá estava ele, trancado na solidão, cercado por garrafas e bitucas. Fiz um aceno com as mãos para ele, que retribui com um singelo balanço com a cabeça. Aquele ambiente sempre me causou uma espécie de curiosidade, sempre que posso, procuro saber dos poucos mais fiéis freqüentadores seus dramas particulares. O que me deixa um tanto comovido com tudo isso - é o drama humano. Todos sofrem pelas as mesmas coisas, os mesmos sentimentos, as mesmas saudades, as mesma alucinações. Procuram ali naquele ambiente a cura para o tédio, enxerga no fundo do copo, o paraíso, uma vida menos sofrida. Quando este alento parece ser a cura, lá vem a calçada e a sarjeta para impor-se novamente. Ontem com a barulheira toda, milhares falando ao mesmo tempo, pude reparar que todos ali, de alguma maneira queria esquecer de algum jeito os sofrimentos - causados pela a vida. Confesso que eu não sei se é o certo ou o errado à fazer no momento. Mas que um olhar embriagado, um papo cabeça, alivia o tormento, e devolve de volta aqueles seres que por um único momento esqueceu que ainda pode viver, que ainda pode acreditar e ter de certa forma uma maneira de viver, mesmo ela sendo para muitos a maneira errada de conduzir à vida. Como mero aprendiz disso tudo, sentado ali, conforme escrevi, faço o mesmo - silêncio o meu pranto, rasgo o peito, enxugo minhas lágrimas e toco a minha vida em frente, até o dia do suspiro final.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Balcão de bar,
quando lá eu te encontrar,
me acalme, me anime, me segure.
Permita meu balcão que não caia no chão,
depois da décima quinta,
permita meu caro amigo: balcão
encostar na tua, e lhe dizer minhas mágoas,
balcão de bar
não me afaste tanto assim da vida,
permita que no meu peito reste uma esperança,
um desejo, um único sentimento.
Balcão de bar, hoje lá estarei, naquele canto esquerdo,
permita meu caro, que eu chore, isso mesmo, chore, meu balcão de bar,
chore de saudade, quando lá tocar aquele samba, que me lembre daquela menina.
Permita meu caro, permita eu chorar, para quem sabe, secar tudo aqui por dentro.
Permita meu balcão olhar no meio daquelas garrafas, e vê no fundo delas, o olhar alegre daquela menina a me acalentar, dizendo que tudo isso não passa de um sonho.
Espera meu balcão, logo logo, chego ai, é apenas duas quadras.
Estou indo, meu balcão.
quando lá eu te encontrar,
me acalme, me anime, me segure.
Permita meu balcão que não caia no chão,
depois da décima quinta,
permita meu caro amigo: balcão
encostar na tua, e lhe dizer minhas mágoas,
balcão de bar
não me afaste tanto assim da vida,
permita que no meu peito reste uma esperança,
um desejo, um único sentimento.
Balcão de bar, hoje lá estarei, naquele canto esquerdo,
permita meu caro, que eu chore, isso mesmo, chore, meu balcão de bar,
chore de saudade, quando lá tocar aquele samba, que me lembre daquela menina.
Permita meu caro, permita eu chorar, para quem sabe, secar tudo aqui por dentro.
Permita meu balcão olhar no meio daquelas garrafas, e vê no fundo delas, o olhar alegre daquela menina a me acalentar, dizendo que tudo isso não passa de um sonho.
Espera meu balcão, logo logo, chego ai, é apenas duas quadras.
Estou indo, meu balcão.
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